Descubra 6 curiosidades surpreendentes sobre Belo Horizonte

Vista frontal da Igreja da Pampulha com céu azul e poucas nuvens

Toda cidade é repleta de peculiaridades, mistérios e boas histórias que a tornam especial. E isso não poderia ser diferente com relação à charmosa Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais e sexta cidade mais populosa do país.

Cercada pela Serra do Curral, que funciona como sua moldura natural, BH possui lindas praças, amplas avenidas, grandes áreas arborizadas e orgulha-se de ser um lugar tranquilo para se viver.

Além das atrações turísticas e culturais que ela tem para oferecer, Beagá, como também é conhecida, conquista moradores e visitantes com sua rica e diversificada gastronomia — queijos, doces, quitutes preparados no fogão a lenha e também a tradicional cachaça, que promete ajudar na digestão e curar todos os males. A hospitalidade e o jeitinho do povo mineiro representam um carinho à parte.

Quer saber por que você precisa incluir Belo Horizonte no roteiro de sua próxima viagem ou aproveitar a cidade se estiver passando por lá a trabalho? Então, confira este post e conheça 6 curiosidades sobre a querida BH que vão te deixar encantado!

1. BH é a primeira cidade projetada do país

Engana-se quem pensa que Brasília foi a primeira cidade do Brasil a ser planejada. No fim do século XIX, Ouro Preto era a capital de Minas Gerais, porém a histórica cidadezinha não comportava mais o acelerado crescimento da população. A solução encontrada na época foi transferir a capital para outro espaço.

A ideia era romper com o modelo colonial e projetar uma cidade moderna que estivesse mais alinhada com o momento do país. Logo, entre 1894 e 1897, o engenheiro Aarão Reis foi o responsável por colocar esse plano em prática.

Inicialmente, ele dividiu a cidade em três zonas: central urbana, suburbana e área rural. A primeira área recebeu foco principal e bom investimento em infraestrutura como saneamento, comércio e transporte, com uma ampla malha de ruas perpendiculares que partem de um eixo principal, a Avenida do Contorno.

O projetista acreditava que a cidade cresceria devagar e que essas áreas demorariam muitos anos para serem ocupadas de fato. Não foi bem isso o que aconteceu, pois BH atingiu em pouco tempo a meta populacional para os seus primeiros cem anos! Atualmente, a cidade é descentralizada e tem polos comerciais e culturais espalhados por suas regiões.

2. Um cemitério que é ponto turístico

Considerado mais antigo do que a própria cidade, o Cemitério do Bonfim está incluído no circuito turístico oficial da capital mineira. Isso se dá porque é um local com grande acervo histórico, sendo muito procurado por pesquisadores e curiosos.

Lá, é possível encontrar a sepultura de ex-presidentes, figuras ilustres, além de túmulos, esculturas e mausoléus imponentes que são verdadeiras obras de arte assinadas por artistas famosos.

E, claro, um cemitério tão famoso não seria o mesmo sem uma boa história de fantasmas. A lenda urbana mais conhecida associada a ele é a da Loira do Bonfim, uma jovem mulher que vaga pelas ruas da cidade à noite a procura de um “namorado”.

Dizem que ela se aproxima dos homens e, conversa vai e vem, os convence a ir para sua casa. Em seguida, ela os leva até o Cemitério do Bonfim, diz que mora ali e, então, desaparece. Arrepiante!

3. Antes um cassino, agora um famoso museu

O Museu de Arte da Pampulha (MAP) é um dos cartões-postais de Belo Horizonte. Desenhado por Oscar Niemeyer sob encomenda de Juscelino Kubitschek, então prefeito da cidade, o prédio era, na verdade, o Cassino da Pampulha.

Ele foi instalado ao redor de uma lagoa — que foi artificialmente construída — e de um conjunto arquitetônico: a Casa de Baile, originalmente uma boate, o Iate Clube e a Igreja de São Francisco de Assis. Um caso curioso é que essa igreja demorou anos para ser reconhecida como um santuário religioso, já que era considerada muito moderna para esse propósito.

Na época, o Cassino causou uma revolução na cidade e apostadores de todo o país viajavam para conhecê-lo. Muitos eventos importantes aconteciam por lá e espetáculos nacionais e internacionais agitavam a vida noturna. A festa toda acabou quando, em 1946, o presidente Gaspar Dutra proibiu o jogo no país e fechou o local.

Mais de 10 anos depois, em 1957, o espaço foi reaberto e remodelado — contando inclusive com o paisagismo de Burle Marx — e, então, foi reinaugurado como Museu de Arte.

Atualmente, o MAP recebe grandes mostras de arte e possui um acervo rico com obras de Di Cavalcanti, Tomie Ohtake, Alfredo Volpi, entre muitos outros.

4. A rua que desce e sobe

Se você quiser conhecer um dos fatos mais curiosos de BH, procure pela Rua Professor Otávio Coelho Magalhães, ou melhor, pergunte por seu apelido, Rua do Amendoim.

Várias pessoas vão até lá para ver com os próprios olhos o mistério da ladeira em aclive na qual os carros, mesmo desligados e sem o freio de mão puxado, não descem, mas continuam subindo!

Quem observa a rua, tem a nítida impressão de que ela se trata de uma subida. Todavia, muitos já fizeram o teste: ao largar o carro, ele sobe. O folclore diz que o fenômeno acontece porque existem minérios subterrâneos imantados no local, capazes de atrair os veículos e mantê-los em movimento.

A explicação é que tudo não passa de uma ilusão de ótica: a rua que aos olhos parece uma subida é, na verdade, uma descida. Curioso? Vale a pena visitar o lugar e conferir!

5. A origem do Catupiry

O delicioso e cremoso creme que lembra um requeijão e está presente em diversos lanches e quitutes brasileiros foi inventado em Belo Horizonte. A palavra vem do tupi-guarani e significa “excelente”.

Alguns dizem que foi a aposentada Thereza Martins que criou a receita e a usava, exclusivamente, em sua lanchonete na década de 1970. Outros registros apontam a autoria para o casal de imigrantes italianos Mário e Isaíra Silvestrini, que também moravam na cidade e fabricavam o produto no início do século 1920.

Foram eles que, posteriormente, nos anos 1930, abriram a fábrica da marca Catupiry em São Paulo. De qualquer forma, essa maravilhosa invenção é prova do talento mineiro para a gastronomia!

6. Capital dos botecos

Que os mineiros são boêmios e festeiros, todos sabem. Entretanto, em 2009, esse talento para diversão foi mundialmente conhecido já que a cidade foi decretada como Capital Mundial dos Botecos.

BH possui a maior concentração de bares no Brasil. Inclusive, foi em redutos tradicionais, como os bares do bairro de Santa Tereza, o local de surgimento do Clube da Esquina — famoso movimento musical brasileiro formado por, entre grandes nomes, Milton Nascimento, Beto Guedes e Lô Borges.

Como você pôde notar, Belo Horizonte é uma cidade que tem muita história para contar e promete capturar o coração dos visitantes com o seu jeito único de ser. Não deixe de visitar BH, saber mais sobre suas memórias e conferir suas lendas surpreendentes!

Gostou de conhecer um pouco mais sobre Belo Horizonte? Então, compartilhe este post em suas redes sociais para que seus amigos também descubram mais curiosidades sobre essa encantadora cidade mineira!

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